sexta-feira, 21 de março de 2014

O encontro com a morte

De tempos em tempos nos encontramos com a morte, seja em sonhos ou em devaneios. Devo dizer que andamos nos esbarrando muito nas duas esferas, principalmente numa forma unificada das duas situações.
Ontem fiquei imaginando naquele simulacro de vida a qual os espíritas se referem aos suicidas, que são obrigados a viver numa esfera de aprendizado tudo o que deveria ter experimentado durante a vida, preso em seu próprio ciclo como espectador do que seria seu destino.
Cheguei a me questionar dentro do meu próprio sonho onde teria dado fim a minha própria vida a fim de estar presa nesse simulacro. Vieram inúmeras situações em que isto poderia ter acontecido, mas três realmente me marcaram.
O primeiro quando o meu antigo relacionamento terminou, outro voltando de eventos alcoolizada e outro simplesmente por conta de um furo no pneu.
Me vi no sonho presa a tristeza de meus familiares e de alguns amigos, e, por conta disso não encontrava os caminhos para enfim traçar o meu novo eu. Me senti presa aquele momento e tenebrosa por de repente acordar percebendo ser aquela realidade onde meu ser se encontrava. Fiquei aflita ao imaginar que tudo o que acontece agora pudesse ser apenas uma sobra da minha vida.
Acordei com medo, sozinha da eloquência da divagação. Meu cérebro não parava de pensar, racionalizar e buscando encontrar verdades.
Por fim me lembrei de uma cena do filme Origem, cuja retórica é sonhos, e no qual o personagem do Leonardo de Caprio segurava um amuleto para lhe dar certeza de que estava na vida real. Não tive dúvidas, me levantei e na ponta dos pés parti para dividir cama com minha irmã mais velha.
Dormi feito criança segurando a ponta do lençol que envolvia o corpo dela e condensando o pensamento na respiração leve e tranquila dela. Assim me encontrei no mundo real. Tendo a certeza de que apesar de ter passado perto da morte algumas vezes por conta da minha falta de zelo por mim mesma, mas com a sensação de que nunca poderia tirar aquela tranquilidade das pessoas que amo.
A morte tem dessas coisas. Traz a reflexão do que realmente importa para a nossa vida. O ensinamento pode vir até mesmo por sonho, por devaneios. E me levou a me desculpar por qualquer medo, dúvida e frustração que fiz quem amo passar!
E assim eu vou aprendendo e mudando esse eterno rascunho que sou! Mas não nego! Tenho medo e muito medo desse que querendo ou não é destino de todos nós.

quinta-feira, 13 de março de 2014

O retorno de saturno e brisa do norte

Quando nos damos conta que nunca mais vamos esquecer e isso é absolutamente normal o peso das ideias de meses simplesmente saltam dos ombros e com a cabeça mais calma os sonhos são mais apaziguadores.
A pressão da sociedade em amar, as postagens nas redes sociais de encontrar o amor. Tudo isso já fazia pouco sentido, agora fazem menos ainda.
Os sentimentos aos poucos vão fazendo mais sentido. Aquela frustração de erros e mágoas vai minguando.
Pela frente apenas um universo a ser desbravado.
Essa alma leve e mais adocicada abre caminhos antes poucos desbravados, enaltecidos e esperados.
O retorno de saturno e brisa do norte que lentamente anunciam mudança têm trazido boas novidades, novos sorrisos e amores.
Nos amigos encontrei a fagulha que mais incentivou a deixar o meu inconstante e feroz animal interno mais dócil. Fez sorrisos quando tudo que queria era lágrimas e deu esquecimento a tortura da lembrança que me tiravam do centro, do foco e do caminho correto.
Errei mais do que acertei enquanto me dava conta, aprendi com cada queda, cada gole de bebida e a cada sorriso forçado.
Construí novos muros de proteção em volta do coração, destruí alguns tijolos e coloquei um ou dois tijolos novamente pelo caminho. Não considero mais forte, mais neutra nem nada. Me conheço, sei que me entrego de cabeça quando algo que valha a pena surgir. Esse novo pensamento reflete a mudança dentro do meu ser.
Tempos atrás nem isso iria me permitir ou assumir. Vivo nessa inconstância por ter me visto obrigada a viver assim. Sem ver luz no fim do túnel, sem ver amores em beijos desconhecidos. Aos poucos, vou me descobrindo novamente e tendo a certeza que ainda ei de encontrar que me ame, me suporte e segure a minha mão através dos desafios da vida nessa encarnação.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

COmo cheguei aqui

Quem não cria histórias para si mesmo? Sonhos, anseios e medos estão todos lá.
Damos continuidade a histórias que realmente existiram na nossa vida apenas para tentar destrinchar o que teria acontecido se tivesse ou não tomado a decisão do momento. Essa elipse maluca da vida pode levar alguns a loucura, mas as variações estão aí, certo?
Como seria a minha vida se não tivesse me decidido trabalhar no CNA aos 16 anos, não teria me vestido de palhaça e feito panfletagem na rua, não teria namorado, não teria conhecido a Thathy, Cris, Renata, Poly, Rick. Provavelmente não teríamos feito cachorros quentes na cozinha da escola.
Mas decidi trilhar esse caminho!
Como seria minha vida senão tivesse ido para Araraquara. Como viver sem a Isabela, Pamela, Alison, Fernando, Hanna, Maria Carolina, Heitor, Mariana abandonadora e tantos outros queridos? As noites no Almanaque Bar, na On Off, as risadas na redação da Tribuna Araraquara, as comilanças, são tantas histórias. Meus ombros para chorar a partida de um amor. Aprender a se virar sem ter papai e mamãe a 20 quilômetros apenas para dar apoio.
Tem outras situações que não podemos controlar, como a minha demissão. Mas se ela não acontecesse voltar realmente para Ribeirão Preto e numa tarde de solidão seguir a postagem da Ester Maria no Foursquare e conhece a Aliny que trouxe para a minha vida pessoas que não sei ficar sem como o Nenelson, Gisele, Leo, Guigui, Carlos, Amanda, Bruna e por aí vai.
Quem seria a Luiza hoje? O que ela estaria fazendo?
Muito difícil ficar pensando nessas variáveis que os filmes de ficção cientifica vivem explorando para aguçar ainda mais a minha curiosidade.
Esses loopings malucos que são dados durante a nossa vida são as melhores coisas, nos dão ferramentas para sonhar, investir e criar!
Obrigada vida

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Não estou sempre certa, nem sempre disposta

As pessoas têm medo do meu comportamento, dos assuntos que eu falo e isso as incomoda. Sou inconstante, tenho meus medos e as minhas angustias muito bem guardadas. Não mostro isso para ninguém

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Amigos

Quando apareceu pra mim estava perdida no vale da imensidão da tristeza, sem alguém que segurasse a minha mão e sussurrasse entre lágrimas que tudo ficaria bem. Tinha colo de mãe, pai, irmãos, tios e primos, mas no final nunca levamos realmente em consideração cada conselho que parecem vir mais por obrigação.
O vale da sombra da saudade parecia recheados de alegrias que não mais voltariam, de risos fáceis esquecidos e um sorriso obrigatório de "estou bem e vou sair dessa".
De repente aparecem anjos que te mostram que não é bem assim, apoiam suas loucuras, te tiram de casa do final de semana e com o passado do tempo vai tornando aquela negritude de tristeza em arco-íris de alegrias.
Tristeza tem sim seu momento de fim.
A gente supera muitas coisas sozinhos, mas o aconchego de um abraço caloroso descompromissado muitas vezes deixam a leveza no ar e tudo se torna mais bonito e sorridente.
Nunca saberei o que é de verdade ou não.
Quanto tempo o tempo será capaz de destruir algo tão bom ou nos jogar de novo naquela imensidão da tristeza. A dúvida que fica, será que eles ainda estarão ali para jogar a corda e nos resgatar novamente sem precisar usar aquela cara de "tudo bem?" quando na verdade tudo estiver desmoronando?
Já errei de ler amigos, amores e paixões.
Vamos aprendendo a levar em consideração tudo e a todos até aqueles que achamos que o fazem por obrigação. Dá-se um tempo e vemos que na verdade tudo, absolutamente tudo... família e amigos... nos falam do coração.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Aprenda naturalmente ou com duras verdades

Na ânsia do bem querer ao mundo e transformar desconhecidos em melhores amigos transbordou-se de falsos sentimentos que encheram a alma e depois lhe corroeu por dentro.
Dessa vontade, cultivou boas histórias, ignorou as más qualidades, más famas e os alertas de quem verdadeiramente lhe queria bem.
Não se viu afogar naquela trama de meias verdades, muitas mentiras e uma vontade de deixar o passado. Correu com os braços abertos arrematados de saudades. Encontraram respostas vagas, meias orientações. Mesmo assim, mesmo sabendo, mesmo o grilo falante imaginário que todos têm guardado em suas próprias concepções alertando, foi.
Foi, pois o passado era bom demais. As histórias vinham recheadas de riso fácil, brincadeiras infantis e relações sérias demais para serem tomadas como verdade.
Não se arrependeu, pois é na calada da noite, na calada das informações que se conhecem a real face e áurea de outros que tanto lhe acompanharam e que lhe ajudaram a colocar novamente os óculos cor-de-rosa da vida.
Trouxeram-lhe sonhos, trouxeram-lhe tardes e noites inesquecíveis! Mas às vezes alguns fatos, pessoas, assim como os amores devem ficar na gaveta do esquecimento da vida.
Antes de ir embora, após ter suprido a saudade que morava apenas no seu coração, fechou os olhos. Gravou o momento e aqueles rostos.
Despediu-se.
Não disse até logo, disse um adeus que passou despercebido, mas um adeus tardio.
Ouviu: Quando você volta para ver a sua família?
Respondeu em voz alta, sem tristeza, sem sentimentos: Demorará.
A real resposta, entretanto deverá ser um alivio, pois a verdade é que só voltará a ver aqueles antigos sonhos por acaso do destino, será apenas de passagem, sem querer transformá-los em melhores amigos e desfazendo laços que foram fracos ou falsos demais para serem estabelecidos realmente.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Irmãs de alma

Eu tenho a sorte de nesse mar de gente, entre casos de família que se odeiam, brigam por qualquer coisa em poder contar com três pessoinhas que fazem a minha vida ter total sentido. Do amor e do relacionamento dos meus pais nasceram quatro pessoas de bem.

Meus irmãos e minha família são tudo para mim, a mim podem denegrir, xingar, ofender, perseguir e qualquer outra coisa para me prejudicar, mas nunca mexam com os meus anjos. Eles me aguentaram pela minha chatice na infância, me apoiaram nas minhas decisões, limparam as minhas lágrimas e me ajudaram a me reerguer em todos os momentos que precisei.

Tivemos nossas fases de amor e ódio, eu sei, mas quando olho para trás vejo que só foram momentos bons.

Mas sou uma garota de sorte. Nessa jornada que já dura... um tempo... conheci pessoas especiais que considero minhas irmãs como a Daniela Ribeiro e a Aliny Martins.

Pessoas que com um olhar sabem me definir melhor que a mim mesma. Que me dão puxões de orelha sempre que necessário, o que é quase sempre e que me dão afagos quando preciso.

Não sei os motivos que levaram Deus a colocá-las no meu caminho, mas delas guardo momento marcantes. A Dani mais na fase de escola e a Aliny nessa fase mais maluquinha. Elas vieram para me dar eixo, eu acho.

Me peguei pensando nessas relações hoje enquanto estava no silêncio da piscina e vi que sou uma garota de sorte

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Eu e meus passeios de bicicleta

Se tem uma coisa que eu aprendi a amar é a sensação de poder em estar numa bicicleta! O vento, a intensidade da pedalada, os caminhos, são apenas escolhas suas. Tá eu não ando pedalando com muita intensidade. Venho mais fazendo manutenção na bicicleta do que fazendo a atividade.
No sábado consegui finalmente pedalar, mas a umidade está angustiante a ponto de deixar a respiração quase que uma tarefa impossível. Mas pedalei míseros 25 kms.
Eu até pedalaria mais, tudo culpa da Xl, que me ligou no meio do caminho me convidando a parar no Casemirus. Não sou de ferro e não resisto uma boa cerveja gelada, ainda mais em um dia tão quente!
Resumindo, o término da pedalada não foi em casa, foi no bar! E a coitada da minha bicicleta terminou o sábado dentro do carro da Xl. Morou lá até domingo, mas antes passeou por Ribeirão Preto e foi para Jardinópolis com cinto de seguranças no porta malas
Foi um final de semana até que divertido para mim e para a minha amora mor da vida!

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Qual a sua necessidade de dizer eu te amo?

Dizem que viemos ao mundo obter aprendizado, mas acho que viemos mesmo caçar o amor!
Têm aqueles seres que tiveram a sorte de encontrar o seu amor aos 12 anos de idade e agora já estão casados e com filhos ou planejando os filhos.
Têm as pessoas como eu. Encontraram o amor, mas por acreditar que ele não se ajustava mais e não completava outros amores (jornalismo, planos, viagens e sonhos maluco) decidi deixá-lo partir ou abrir mão dele (quase a mesma coisa).
Têm os desafortunados, que nunca o encontram. Talvez as pessoas mais tristes.
O ser humano tem esse fomento, essa vontade. A sensação de dizer eu te amo com o olhar, preencher a alma, o coração e o cotidiano maluco pelo simples fato de estar com alguém.
Eu tenho necessidade de amar todos os dias! Não uma pessoa específica, um caso específico, nem nada! Só amar!
Tento do jeito que posso e com as ferramentas que tenho me manter apaixonada. A paixão te deixa menos medrosa, menos vazia, dá mais sentido, apego e esperança de coisas melhores.
Abri mão do amor, mas não da paixão!
A minha necessidade de dizer eu te amo é diária. Digo a frase as flores, aos ventos, aos amigos, aos irmão, para meus pais e para Deus todos os dias.
Penso também como faz falta de um amor, homem e mulher, um relacionamento, de olho no olho que te deixa tonta e preenchida todas as manhãs! Se eu sinto falta, todos os dias... por isso amo quem merece. Para o amor a um homem, no momento deixei a porta aberta por um pequena fresta. Meu terapeuta disse que isso é um grande avanço, já que no ano passado eu acreditava que todo que conhecia era um energúmeno indigno de atenção depois de dois ou três dias.Mas o que eu posso fazer se não aguento mais pessoas descapacitadas intelectualmente?
E você qual a sua necessidade de dizer eu te amo?

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

O silêncio e o ato

Ficou velada a vontade, ficaram nítidos as horas agradáveis... pode ser que novos momentos aconteçam ou tudo pode ter acontecido naquele momento único, naquele instante. Tanto faz.
Quantas caraminholas e noias podem nascer na cabeça de uma pessoa em poucos minutos e muitas horas. Raciocinar o que pode estar por vir e querer apenas sair correndo podendo apagar momentos bons por conta de uma dúvida ou um medo, não é uma tarefa fácil. Quantas vezes é possível passar na vida por esses tempos que determinam o que possam vir no futuro? São muitos?
A resposta mais acertada seria partir, mas como se joga na loteria em busca de uma felicidade financeira, lançou-se a jogar mais uma vez com o destino e pagar para ver o que daria daquela busca ínfima de liberdade e falta de medo. O resultado ainda é uma incógnita.
A julgar pelo pensamento revelado de tempos em tempos pela lembrança, o medo ainda corrói a alma e dilacera a reflexão com uma possível repercussão negativa, enquanto o aspecto exterior nada pensa apenas quer e deseja repetir aqueles momentos não de apenas vontades, mas também liberdade.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Fogos, praia, cubinha e felicidade

Tá! O ano de 2014  já tem nove dias e eu ainda estou pensando no Ano Novo, foram poucos dias de extrema felicidade, é recordar e se sentir plena. Bom a fatura do cartão de crédito ainda não chegou, então por enquanto só tenho boas recordações do réveillon.
Demorei uma eternidade para cravar o lugar que passaria a virada do ano. Tinha a possibilidade de ser Buenos Aires, mas ainda não descobri que meu pai na verdade é laranja do Eike Batista, então depois de ver os preços das passagens cada dia mais no nível das nuvens.
Depois cogitei Rifaina, mas blah, não queria! Não estava animada e a sensação de que me arrependeria me corroía. Sendo assim já falei para mim mesma: "Com família sera!"
Estava tudo decidido quando a Mariana Bruno me chama no inbox e pergunta: "Topa ir para a Bertioga, se topar vamos amanhã!"
Praia, caindo no colo... não nego, vou na hora!
Lá encontramos a alegria, o riso fácil e as lágrimas de felicidade. Amigos que gostaríamos de ter trazido com a gente e a certeza de ter acertado no tempo, no período e no ponto para ficar.
A vida tem essa beleza chamado de destino muito interessante, os novos amigos fizeram parte desses momentos especiais que se tiver sorte poderei contar aos sobrinhos ou quem sabe filhos (não sei o que vem por ai!).
Luais noturno com a brisa do mar, cubinhas (coca-cola e run) para aquecer e alegrar e horas livres para fazer absolutamente nada! Isso se resume janeiro.
Rolar na areia com um desconhecido e novo conhecido foi a cereja do bolo, tem coisa mais divertida do que fazer coisas espontâneas sem medos de qualquer consequência. Isso é liberdade! E liberdade hoje graças a internet, horários pré-determinados, falta de grana, se torna um artigo cada vez mais escasso!
A verdade nua e crua de janeiro, é que ele começou com um semblante mais leve, graças a vários fatores que deram errados e um apenas que deu certo.
Felicidade, obrigada por dar o ar da graça nos primeiros dias do ano e não se acanhe, pode vir mais dias desse 2014 que está nascendo agora.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Sem amarras, sem pudor

Meu nome você sabe, meu estilo de vida também não é novidade, assim como as máscaras que uso e as que deixei de usar. Falo tudo o que passa pela mente sem amarras, sem pudor... pudor eu tenho, afinal sabemos que mesmo no século 21, mulheres ainda são recriminadas pelo pensamento independente.
Qual o problema em falar um palavrão, escrever um se naquele momento você quis fazê-lo? Já ouvi tanta coisa em casa, na rua, na roda de amigos! Onde está a originalidade da coisa meu povo? Dercy Gonçalves não rompeu barreiras com seu jeito porra louca em uma época onde tudo era proibido?
A gente ainda sente as amarras do nosso tempo a ferro e fogo. Duvida? Homens e mulheres, tentem realmente fazer tudo o que querem e o que der na telha.
Já posso ir adiantando...
Mulheres, se beijarem ou saírem com todos os caras serão rotuladas de vagabunda, homens cafajestes ou no melhor dos casos os galinhas. De qualquer forma... quem vai ser a pessoa direita, de família, que vai querer essas espécies. Hipocrisia.
Se sair todos os dias, será o pobre coitado baladeiro que sonha em ser o rei do camarote e está com o cartão de crédito cancelado, conta corrente no vermelho e o cheque especial gritando. Ou o bon vivant que não tem nada para fazer e torra a grana do papai.
Se quiser ser o contrário de tudo isso, será o encalhado que não pega ninguém e provavelmente ouvirá: "coitado, tá com teia de aranha!". Caso o fator grana for o impedidor, será o insucedido que ganha uma miséria ou aquele do escorpião do bolso.
Ainda tem os trouxas que namoram e não aproveitam nada disso. Ou pior, os Game Over que casaram e agora estão gastando grana com fralda ou com a conta do mês da casa e deixaram os amigos de lado.
Não existe dessa sem amarras, sem pudor, sem paradigmas. Estaremos sempre fadados as críticas alheias.
Viver é fechar os olhos para as críticas e tentar ouvir o seu "grilho falante interior", apesar do próprio também estar contagiado com esses conceitos de vida enraizados em uma sociedade que ainda não consegue quebrar paradigmas. Decidir por você e não por outros o certo e errado.
Mas uma coisa é fato, quanto mais tentamos ter opiniões próprias e buscar independência no nosso raciocínio e modo de ser, mais estaremos fadados às críticas. Nos resta tentar viver e não cometer loucuras como suicídio (já li muita coisa sobre isso) para tentar passar por essa vida com o que pensamos que somos.


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

2013 ano de formatação da Nova Luiza

2012 foi um ano conturbado... me perdi completamente! Esqueci quem eu era desde a essência até a outra extremidade da minha alma. Definitivamente coloquei a louca na rua, matei as minhas vontade e curiosidades para talvez uma metade da minha vida, outras coisas, simplesmente não tive coragem de executar, apesar de planejar.
2013 foi quase semelhante, continuei morrendo de raiva, tendo pena de mim, me colocando de castigo, odiando as escolhas de 2012, amando as escolhas de 2012, adquirindo vícios terríveis e outros nem tanto.
2012 foi o ano que pedalei e deixei de pedalar... 2013 foi o ano que ensaiei a volta de pedalar, quem sabe 2014, apesar de atualmente as manhãs estarem mais convidativas às pedaladas.
Criei uma nova família de amigos em Ribeirão Preto, esqueci a antiga, me afastei. Sofri por isso, mas depois percebi que não dependia apenas de mim, se houve a separação foi por mudar de cidade e por apenas alguns terem vindo me visitar. E definitivamente nessa formatação me cansei da via de mão única.
Esse ano eu tive três amores, o que é uma vitória, já que em 2012 não tive nenhum. Um cafajeste, um maluquinho e um perdidaço que me deu de presente a outro por conta de dúvidas.
Paixões foram tantas que nem sei como contar. Apaixono-me em um segundo e me desapaixono em meio. Mas como definir, como explicar... teve ilusões, platonismo, aquela torcida pro amor do passado largar da namorada (não é quem vocês estão pensando) , aquele da noite inesquecível, aquele do papo incrível e o que paguei o cachorro quente e nem lembra mais que existo de tão bêbados que a gente estava (será que ele lembra? Dúvida da vida...rs)
Tive festas intermináveis, beijos infundados, fundados e aqueles outros do tipo “Não acredito que fiz isso”, “Cagada”, “Foi bom, mas vamos fazer de conta que nada aconteceu” e claro bebidas de todos os tipos.
Nas amizades encontrei conforto e decepção e também fui motivo de decepção. No carnaval tive uma briga digna de irmã com a Aliny do Leo (que não é a Aline minha sister casada com outro Leo... RS). Ficamos quase uns três meses sem conversar, sofri que nem uma camela, fiquei triste, chorei, refleti, profanei o álcool, mas no final, amizades verdadeiras vencem! O que tem que ser... graças aos deuses... é, nossa amizade está cada dia mais forte e mais maluca.
Decepcionei, pois fiquei com o amorzinho de uma amiga de Araraquara. Cagada eu sei, nem valeu a pena, mas fazer o que! Perdi a amiga, mas ganhei o aprendizado! Quem sabe o tempo resolve tudo.
A Fernanda Testa entrou definitivamente na minha vida, perdi meu canto no Rio de Janeiro com a chegada do Venceslau Borlina em Ribeirão Preto, mas ganhei em ter ele mais presente todos os dias na querida e quente Ribeirão Preto (SEM PRAIA L). Vi a Juliana CC’s indo para São Paulo, chorei, chorei e chorei, mas amei ir visita-lá esse mês. SENSACIONAL rever quem a gente ama.
Ri horrores com a Vanessa Oishi, a minha japa doida! Conseguimos histórias hilárias e finais de semana incríveis de muitas risadas. E tantos outros amigos que marcaram 2013 como a Bru, Amanda, Carlos, Adriano e gente querida que nunca vai sair da minha vida como o Alison, Fer, Pamela, Isabela, Esportinho, Hanna, Maria Carolina, Jac, Gab, e tantos outros amigos queridos.
A parte profissional, entretanto, foi a maissssssssss divertida da vida. Não sabia que poderia me divertir tanto em política, além de gostar estou aprendendo pacas e todos os dias é um desafio.
Aprendi o que é CPI, CEE, inversão de pauta, o nome de todos os vereadores, pra que serve base e oposição. Dei reportagens em primeira mão, recuperei intermináveis furos, reaprendi como é bom ser jornalista de uma cidade do porte de Ribeirão e tive certeza de que se for para sair tem que ser para uma cidade maior.
Ainda não me tornei uma Monize, Juliana, um Wesley ou um Guto, mas quem sabe no próximo ano.
Dezembro ainda não terminou, haverá ainda mais lembranças deste ano, mas quem sabe outro texto dia 31.


quinta-feira, 28 de novembro de 2013

sei lá o motivo

Te amei por verões inteiros
Por tempestades turbulentas
Por sonhos incompreensivos
Amei, pois queria amar

Te amei pelas suas indecisões
Por temperos nossos
Por sonhos reais e banais
Amei, pois queria amar

Deixei de te amar
Pelo olhar vazio
Pelas dúvidas
Pelos Menos

Deixei de amar devagarzinho
Sem pressa e com dor
Fui deixando
Fui seguindo

Te amei por verões inteiros
Não deixo de amar
Deixei de amar
Não perdi suas marcas

Te amei por verões inteiros
Deixei de amar devagarzinho
Tem devagarzinho que ainda não desaprendi a te amar
E só a pressa iniciei desejar!

Black out e bosta!

E aí que está tudo na sua cabeça e na hora de escrever dá um branco total. Essa síndrome é muito comum.

E aí que você tem a informação, mas não a faz por falta de provas. Isso é uma bosta

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Como matar um pai em uma palavra

Tem coisas que só acontecem com o meu nome envolvido. Isso é um fato e já aprendi a lidar com ele. Como sabem sou uma menina travessa, com opiniões muito fortes e vontades mais fortes ainda.
Sou consumidora de revistas e portais de fofocas, adoro criticar, rir e procurar os erros. O que seria da minha vida se eu não soubesse que a atriz Carolina Dieckmann tem a habilidade absurda de atravessar a rua degustando uma mexerica ou o que a Bruna Marquezine anda postando no instaram. O melhor mesmo são os casos dos detetivões postados pela colunista Fabiola Reipert.
Isso nada tem a ver com a história envolvendo meu pai, mas esse consumo originou o fato então me vi na obrigação de explicar.
Dias atrás, comentei com a mamys que a atriz Luma Costa, a Odete Roitman do Pé na Cova, está grávida do seu primeiro filho. Expliquei, depois de questionada, que os autores vão fazer a personagem engravidar por meio de inseminação, já que ela mantem um casamento lésbico e tal.
Meu pai está na Colômbia, Panamá, Chile... sei lá. Aprendi a desaprender onde ele está e quanto tempo vai ficar fora. Mesmo fora do país, é personagem frequente da nossa sala de TV ou das discussões na cozinha graças ao Skype.
Algumas vezes ficamos conectados só para ouvir os barulhos do outro lado e assim ter companhia.
Essa semana, enquanto a Ariane e a minha mãe assistiam a série. Veio o comentário. Distraído, trabalhando, ouvindo a série e as conversas... a única coisa que meu pai ouviu foi: “A Luiza disse que ela está grávida!”
Depois do comentário o grito: “Como assim a Luiza grávida, o pai do meu neto vai ser a balada! Como vocês me esperam viajar para me falar uma coisa dessas?”
Uma verdadeira rádio peão, com certeza!

Depois de rir muito, devem ter ficado com dor de barriga. A Ariane e minha mãe explicaram o entendimento errado da frase. E meu pai finalmente conseguiu respirar aliviado!

Quando erro

Tenho a pressa dentro de mim que me move e me deixa impaciente. Essa estranha mania do imediatismo me causa problemas pessoas e profissionais. Afinal, quantas vezes não fiquei impaciente com um ligação rapidamente atendida, quantas horas de ódio por conta de uma resposta por email que não chega?
Costumo brinca que nasci de cinco meses, que esse imediatismo nasceu comigo e o furação da minha pressa para chegar a conclusão de tudo me trouxe prejuízos.
Nessa caminhada que se chama vida, já abandonei alguns vícios como me estressar por coisas que não deram certo ou que não saíram das formas como me programei. Entretanto, ainda não me libertei dessa famigerada pressa.
A pressa está quando não tenho paciência de reler calmamente um texto, analisar previamente a grafia e a execução das palavras em busca de concordâncias ou erros de digitação que ocorrem simplesmente pela mania de digitar não olhando para o teclado nem para o monitor e deixando a imaginação afogar pela grande tela da janela ao lado ou a movimentação de um ou outro colega.
Não sei de onde nasceu isso. Talvez da escola, quando sem motivação anotava os ensinamentos dos professores sem prestar atenção e sem olhar no caderno me perdendo no vazio do nada em branco dentro dentro do meu ser.
Seria esse um distúrbio só meu que eu criei? Não sei!
A única coisa que tenho certeza é que qualquer coisa parece ser mais interessante ao invés do que estou fazendo! Se estou lendo as folhas são mais interessantes, se estou olhando as folhas a leitura parece mais interessante.
E assim vou suprindo essa minha necessidade intermitente de afundar nas tarefas que crio para conseguir fazer que meu cérebro tente prestar atenção em várias coisas para poder ao menos desempenhar uma.
Isso está suscetível ao erro, admito. Mas quem não erra não aprende. Quem sabe errar admite o erro, abaixa a cabeça e segue para a próxima fase trabalhando a concentração, inexistente, para desempenhar uma ou múltiplas funções.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Casa comigo?

Casa comigo?  estrelado pelos lindos Amy Adams e  Matthew Goode é uma bela comédia romântica com direito a tudo o que o gênero pede, inclusive os clichês.  Suspiros, romantismo, situações engraçadas, casamentos, declarações… mas apesar disso em nenhum minuto você fica entediado, muito pelo contrário! 
Seja pelos atores (química perfeita), pela história (divertida), pelas belas imagens (Irlanda), por uma ou outra mensagem que nos leva a refletir, pela trilha sonora (destaque para “Never Forget You” - The Noisettes e “You Got Me” - Colbie Caillat)… ou por tudo isso junto,  o filme é encantador, cativante e vale super a pena.




Assisti o filme e peguei a descrição em um blog, mas fechei a aba e não lembro agora qual é a fonte :(

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Maluquices jornalisticas

Estava na frente do computador havia várias horas. Suava frio. Mordia as unhas dando sinais de pura tensão.
Não sabia qual palavra usar ou pior, como começar a escrever aquela frase.
Como reagiria ele ao ler o que tinha para dizer?
Haveria uma resposta positiva ou negativa?
Enquanto pensava o cursos do Word piscava quase que exigindo que as letras fossem escolhidas no teclado.
Mas parecia que a tela em branco nunca seria preenchida e respostas nunca seriam dadas.
Ao poucos dedilhou algumas poucas centelhas de palavras e formou o primeiro lead, depois o sub lead e por fim vieram outras informações.
Quando acabou, novamente suava frio, um novo texto, um novo desafio e novas informações. Mas a noite não terminaria ali, havia ainda muito à escrever.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Aquele ou outro

Não, não era um cara bonito. Talvez seria um descartado nas muitas páginas de relacionamento. Mas pessoalmente tinha um jeito envolvente, nada óbvio, beirando o intelectual e o despojado. Sabia as pausas certas e o timbre de voz era quase um convite para deixar-se levar e afogar a face em seu ombro.
Sabia que era assim a forma mais fácil de conquistar, de alinhar.
Do outro lado, não havia beleza também. Mas havia um falar fácil, despojado e nada intelectual.
Mas depois de criticar outra que proferia as futilidades e facilidades de um dia comum, mostrou-se impressionado quando a certa altura conheceu peculiaridades da desenvoltura de temas nada comuns ao sexo oposto.
O embate latente e intelectual durou poucos segundos, afinal, a estafa de assuntos que exigiam cuidado nas palavras foi deixado de lado! Afinal, antes já haviam passado horas discorrendo sobre assuntos estafantes.
E assim aquele ou outro foram aos poucos voltando ao que eram e mais uma vez se esquecendo nas brumas da noite e dissolvendo-se a falsa realidade.