terça-feira, 26 de março de 2013

Eu e a chuva

Amo chuva, digo isso sempre pra quem quiser ouvir! Não importa a quantidade, o local ou os transtornos, simplesmente amo chuva!

A água do céu parece vir para limpar qualquer pensamento negativo que eu tenha, limpa a alma e traz uma sensação mais leve.

Quando inclino a face sentir a brisa aconchegante ou o vento furioso, não penso em mais nada. Mas só nas pequenas gotas que tilintam na face e vão levando embora qualquer rusga de frustração.

Já passei nervoso com a chuva, muitas vezes, ela já atrapalhou festas, idas ao trabalho e me levou ao choro quando estava sozinha e sem a quem recorrer em busca de carona e atrasada.

Mas sempre que penso na chuva, penso com carinho, com sorrisos e na sensação de liberdade.

Quantas vezes não coloquei as mãos para fora do carro, ônibus ou casa só para sentir sua refrescância e a forma como as gotas batem na pele. Quantas vezes não foi o convite para a pedalada ou caminhada. Inúmeras.


terça-feira, 19 de março de 2013

Lugar

Fugir, sem olhar pra trás, esquecer pessoas, problemas, nomes, vidas, pensamento, ruas, esquinas, bancos de praça, apartamentos.
Era isso o que eu queria.
Me reinventar do zero, tirar a ferida ardida que nasce dos desentendimento, que nasce das decepções e que transborda com o medo de qualquer coisa que seja.
Vontade de estar sozinha esquecer o que é ouvir o som de uma voz e vagar na loucura do meu próprio pensamento.
Andar desnorteada em busca de um rumo, do auto descobrimento, do que eu sou.
Ter a certeza do que eu gosto de fazer! Se é andar para frente, trás, esquerda, direita ou em sentidos que ainda nem mesmo sei qual poderia ser e simplesmente inventá-los.
Mudar
Ser outra pessoa nesse universo onde ser apenas o razoável é o suficiente, mas ser só isso não é bom para mim.
Tenho uma agonia que vem de dentro, tenho vontades que não são só minhas.
Não preciso de afagos, não preciso de alguém fazendo comida, escolhendo o vinho, me esperando terminar o próximo parágrafo. Preciso de algo que ainda não tem sentido, não tem nome, não tem formas.
Algo que parece estar esperando por mim em alguma outra parte do mundo, que às vezes parece que eu não tive tempo ou vontade de procurar.
Onde está essa parte, o que é essa parte e o que ela representa. Por tanto tempo tive a certeza de que a tivesse encontrado, mas agora vejo que foi apenas uma brincadeira do oasis que me levou para um paraíso em ruínas, sem sonhos e apenas servidão.
Onde está o meu lugar, onde devo encontrar os meus sonhos, onde está meu porto seguro.
Olhei tanto para o mar, que ludibriada pelo vai e vem das ondas, me esqueci por um ou dois segundos quem eu era. Nome, sobrenome, carne, osso, respiração, tudo sumiu, me senti apenas uma onda que aproveitava das travessuras do vento.
Onde é o meu lugar, qual o meu objetivo, qual o meu propósito? Tantos questionamentos para uma pessoa só, mas sei que no interior todo mundo se faz a mesma pergunta.
Tem outros questionamentos também. Quando amamos ns questionamento se estamos nos doando para a pessoa certa e outras coisa!
Qualquer lugar é o lugar, qualquer reflexão é qualquer reflexão

quarta-feira, 13 de março de 2013

Nada a dizer


É difícil tentar não se encaixar na descrição que grita aos quatro ventos do mundo e não querer ser essa pessoa, mesmo sabendo a mim cabe apenas o papel de alguém que chegou, deixou sua marca ou talvez nem isso e se foi.
Quisera eu ler nas páginas da vida que um desses momentos fosse destinados a mim, talvez apenas um e talvez já me fosse suficiente!
A felicidade sempre está mais distante, nem mesmo quando acreditamos estar mais felizes assim verdadeiramente estamos. Sempre uma dúvida, sempre um caminho a percorrer. Deixei-me envolver pela felicidade, conheci do melhor ao pior de ser alguém para alguém. A angústia de tudo poder fazer e ao mesmo tempo nada.
Por incrível que pareça, as melhores lembranças de um relacionamento longo eram videogame e livro, revista, jornal ou sono! Mas agora são só lembranças.
Me joguei numa vida maluca só para esquecer, mas será que isso vale a pena novamente? Não vale comparar, não dá para comparar, mas será que é só assim que as coisas funcionam para mim?
Só eu sei das minhas qualidades e dos meus defeitos, talvez por acreditar que a minha vida pode ser lida pelos demais sem ter nenhuma atrocidade discrepante da vida quem está sozinho e acompanhado pelos companheiros de noitada. Me expus, mostrei o meu pior, um erro, assim se ausentou e sumiu do mapa. Doeu, mas ainda estou aqui, certo?
Como disse a minha irmã, amores e relações sérias posso ter um monte, mas como voltar aquele ritmo de pego e não apego se estou apegada.
Não volto aquele rumo para não trombar com a sua fala fácil pelo breu da noite, das festas e da bebida, a última vez foi sacrificante demais apesar do sorriso ficar mantido na minha face.
Nesse emaranhado de pensamentos que me corroem nesse momento e me tira a tranqüilidade e me tira da política...rs... o único deles mais publicável martela no meu discernimento para não meter os pés pelas mãos.

Do mestre e sábio Carlos Drummond Andrade, Quadrilha.

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.

Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história

sábado, 9 de março de 2013

novo brinquedo

 de repente me deu uma vontade súbita de compra um tablet para mim... Pensei, vi que poderia substituir tranquilamente no meu notebook. Dá uma dor no coração gastar uma grana num brinquedinho... Mas como o viado do Caio roubou a fonte do meu notebook, antigo pra caramba e cheio de tchutchs que estavam me deixando nervosa, resolvi fazer o investimento. A coragem só nasceu mesmo depois de fuçar no tablet do meu cunhado. Achei que de repente daria certo para o que eu estava precisando. Afinal o que mais faço com o computador é ficar escrevendo, no facebbok e ler no google reader. Depois que inventaram esse aplicativo de feeds de noticias vamos combinar que não precisamos de mais nada, bobo daquele que ainda não se rendeu ao aplicativo e ainda fica entrando site por site só para ver notícias ou qualquer besteira na internet. A única coisa que eu ainda não consegui confirmar é se vou conseguir plugar o meu HD externo nesse novo brinquedo. Só não o fiz por conta do calor infernal de Ribeirão Preto. Eu estava na rua com todas as coisas de clube no meu porta malas e pensei... Por quê não? Tavares suando como uma camélia dentro do meu carro, apelidado carinhosamente de Bianco.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Dia internacional da mulher


Amanhã é dia da internacional da mulher! Temos que agradecer as mulheres que através da história lutam para que possamos ter uma vida profissional e para que nosso intelecto seja levado em consideração.
Elas queimaram soutiens, morrem queimadas em fábricas ou foram assassinadas, por denunciar péssimas condições de trabalho e serem hostilizadas por pedir para que fossemos apitas a votar.
Conquistamos nosso espaço como figura representativa, de opinião forte e de que podem sim levantar as mangas e construir um futuro melhor para as nações sem sair do salto alto ou perder a feminilidade.
Hoje, graças a muitas mulheres que perderam a vida por seus ideais políticos, vemos mulheres em prefeituras, presidências, cargos máximos de organizações políticas e empresariais.
Sou grata a tudo o que conquistaram para que eu, nesse século, pudesse escolher ser pedreira, maquiadora, dona de casa, educadora, ou a função que exerço hoje de jornalista. Sei que por conta dessa luta, não precisarei apenas ter uma vida com as mulheres de outros séculos que tinham apenas que servir ao marido, a educação dos filhos, a casa, ao bordado, piano e outros tra lá lás que só tenho conhecimento graças aos filmes, literatura e história, sei que tenho escolha de ser o que quiser.
Sabemos que ainda há um grande caminho, já que a violência entre as mulheres ainda é um mal a ser combatido, mas estou aqui, dando a minha opinião e isso é um grande avanço...

8 de março, será um dia como outro qualquer, mas que merece pelo menos um pouco de reflexão e agradecimento por quem lutou e ainda luta para que possamos ter a "boa vida" que levamos em 2013

segunda-feira, 4 de março de 2013

Em quem acreditar?


As palavras quando jogadas ao vento tem força!

Desde que fiquei solteira tenho aprendido cada vez mais a força da palavra falada. Eu tenho o costume de falar demais, escrever demais, sem importar com o que os outros pensam, afinal, ninguém paga minhas contas. Sentada na Pão da Terra (padaria que amo em Araraquara) um amigo me instruiu, depois de dizer várias coisas que deveria ter guardado, a refletir antes de falar. (Esses homens, sempre com a sabedoria em mãos).
Outro defeito grave, que a Isabela vive falando, é que eu conheço as pessoas e já as transformo em amigos de infância, abro a minha vida, minhas fraquezas e essas pessoas aproveitam para sambar, literalmente, na minha cara.
Numa dessas me senti como um ventríloquo. Ainda não sei em quem acreditar, se toda a história que me foi contada foi verdadeira ou não. São muitas partes envolvidas! Não tenho opinião definida, mas o lado onde às peças teimam em não se encaixar é sempre o mais prejudicado.
Sempre desconfio de pessoas que tem histórias maldosas de outras mesmo sentido alguma afinidade, se falou mal de um pode muito bem falar de mim, por conta disso, a partir do momento que falou da pessoa que gosto e que não reconheci nas histórias a pessoa que julgo conhecer, a minha confiança inocente de pouco tempo de convivência foi quebrada.
Não importa qual é a verdade, se apronta ou não apronta, se flerta com Deus, mundo e me ignora. O que importa é a forma como as histórias são contadas. Eu pelo menos não consigo transmitir essas fofocas maldosas, é sempre muito delicado e fica aquela dúvida... Em quem acreditar?
Eu tenho um nome e um sobrenome a cuidar, não que isso ainda seja coisa importante para outras pessoas, mas para mim representa o que eu sou e o que venho construindo durante essa breve passagem. Eu espero que quando eu falar, as pessoas confiem em mim e não o contrário.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

O que eu realmente quero?


A resposta dessa pergunta vem martelando na minha cabeça desde que a Carol me perguntou na segunda-feira. O que eu realmente quero?Eu não sei mais responder a essa pergunta, quanto mais penso, mais dúvidas me surgem.Ninguém nunca decidiu por mim, eu sempre fui muito bem resoluta de todas as minhas ações e raramente pedia conselhos sobre qualquer coisa. Desbravava o mar da vida sem fazer questionamentos, me deixava levar pela brisa leve do dia-a-dia ou com o enfurecimento das tempestades das decisões erradas, paguei o preço e talvez ainda pague.Essa pergunta me parece com aquelas das de entrevista de emprego e querem saber como se vê dentro de dez anos. Mas nem mesmo essa pergunta sei responder ao certo.Tenho quase certeza que a época das certezas na minha vida já passou, não sei se era o correto estar solteira agora ou se eu deveria ter sufocado o sentimento de prisão e ter mantido a qualquer custo aquele relacionamento duradouro. Amei tanto e depois vi que amei sozinha, isso que dói de mais até hoje.Quanto aquele outro amor que apareceu pela penumbra das relações cotidianas, a falta de esperanças de qualquer coisa me deixou embarcada em uma dúvida da qual acredito não ser merecedora, não é mais fácil me doar a qualquer sentimento como ocorreu no passado e se o senti vou encubar na alma e quem sabe um dia desencubar (se é que essa palavra existe!).Entre algumas coisas que sei e tenho certeza é de estar cansada das relações vazias que em nada me complementam, do beijo sem gosto, sem paixão. Sei que não mereço estar ao lado de ninguém que não demonstre qualquer tipo de sentimento por mim e que só me faz ignorar mesmo estando ao seu lado clamando por atenção.Não gosto quando estou do lado de alguém que me ignora mesmo sabendo as verdades sobre meu sorriso enganador. Não faço isso com ninguém, qual o motivo de ser merecedora disso.Além do que eu realmente quero, não sei quais planos foram traçados para mim nesta vida, tenho a certeza dentro de mim que parte dele foi concluída quando ajudei quem precisava. Durante o tempo que mais precisou eu estava lá. Já a parte dele, era me ajudar quando estava enfraquecida espiritualmente e precisava apenas de compreensão, mas isso terá que se resolver em outra vida.O que realmente quero, ainda não sei! Estou perdida na encruzilhada dos meus próprios pensamentos cuja estrada não vê o fim nem o começo. A vida começa a me cansar e quanto mais eu penso menos eu tenho certeza de qualquer coisa. Tenho dúvida sobre os amigos de verdade, dos amigos mochila e quem realmente quer me ver longe e não tem coragem de dizer.Não sei de nada, nada saberei ou será que algum dia vou saber? O que realmente quero? Quando vou entender? Essas perguntas martelam no meu inconsciente todos os dias.Peço que rezem por mim, para quem sabe elucidar esses sentimentos confusos que moram dentro dessa cabeça oca. Eu pareço não ligar para nada, mas ligo para muita coisa e sou uma ótima observadora.Melhor parar de pensar, pois o texto já está confuso!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

A verdade

A gente cria expectativas de tudo nessa vida, mulher então a gente cria expectativa até para conhecer o batente da porta.
Então não é bem melhor deixar as coisas claras? Falar a verdade e não deixar no subentendido!
Eu que converso com todos os cantos vazios, preenchidos, com os chatos, bêbados, cultos e xucros, tenho dificuldades de falar com algumas pessoas. É difícil puxar um assunto quando na verdade se quer outro.
A gente fala que gostou de conhecer alguém em comum, do dia divertido ou tentamos mudar todo o ambiente pedindo para procurar o resto do pessoal que está em outro lado. Qualquer motivo é motivo!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Você pode desaparecer?

Quantos palavrões seriam necessários para xingar a mim mesma? Me diz os motivos para não conseguir te tirar da minha cabeça, vai ver que é porque me conseguiu na bandeja sem esforço e sem dúvidas. Pra ajudar mais pro meu lado fui estúpida ao falar o que verdadeiramente sentia. O que posso fazer se eu sou assim.
Não consigo me esconder atrás do pano da dúvida. Não consigo ser outra pessoa além de mim durante 24 horas por dia. Consigo colocar um sorriso no rosto enquanto na verdade o que mais quero é chorar, consigo chorar enquanto na verdade quero é colocar um sorriso, mas pode ter certeza de uma coisa, eu vou te contar isso!
Quantas vezes não o fiz, quantas vezes não  o vou fazer.
Não tenho vergonha da vida que levo, mas palavras ditas por outro martelam na minha cabeça. "Acho que você errou quando disse tal e tal coisa." Dá para curtir o meu eu verdadeiro.
Não tem muito segredo. Odeio mensagens de 20 em 20 minutos, odeio quando dá atenção para outra mulher ao meu lado, odeio quando dá as respostas as minhas perguntas olhado para outra pessoa, odeio o seu silêncio constrangido quando está ao seu lado, odeio quando não me coloca nas suas marcações no Facebook mesmo sabendo  que eu estarei aí.
Gosto o seu sorriso, seu jeito liberto com os seus amigos, suas preocupações e sua chatice de ficar mandando todo mundo para outro lugar, a forma como trata com carinho as pessoas próximas de você, sua opinião para tudo, seu português certinho, a forma esquisita de dançar, o jeito macho alfa e quando está perto de mim!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Perca de tempo

Eu nunca sei para onde vou, com quem vou e se quero ficar. Sou perdida no meu tempo, no meu desenvolvimento e nas minhas estratégias. Faço o que quero, quando quero e se precisar repito.
A vida já é demasiada complexa para que eu fique pensando ato por ato da minha história. Uma coisa é fato, quando coloco na minha cabeça que quero ou que não quero, não há nada que possa mudar.
Descobri também que posso ser má e sentimento é uma coisa que não se pode explicar nem definir, só se pode sentir. Ou tem ou não tem.
A gente perde tempo com muita coisa nessa vida, eu não quero perder tempo tentando colocar na minha cabeça coisas que não tem por lá!
Vou continuar essa coisa maluca, cheia de coisas sem explicação. Hora ou outra a gente aprende, a alma é nossa palma, e o que tiver de errado ela vai nos educar!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Me senti viva de novo!


Os sentimentos (raiva, amor, carinho, admiração) nascem e morrem do nada. Eu simplesmente não sei de onde vem e para onde vão.
Tenho amores guardados até hoje na memória que às vezes quando estou olhando para o nada e preciso uma inspiração para continuar vivendo brotam na minha frente me arrancando sorrisos.
Fazemos nascer e morrer tais sentimento? Queria ter mais força, mais vontade e menos expectativas.
Um sábio e jovem amigo me disse nesse final de semana. "A gente começa a amar, pois começamos a vislumbrar as possibilidades de um futuro junto com a pessoa. Mas temos que analisar se devemos levar esse sentimento adiante."
Eu, que me prometi nunca mais amar mesmo sendo uma pessoa cheia de explosão de sentimento (devo dizer que essa promessa nasceu enquanto eu chorava abraçada a um amigo querido por conta de um cara que eu fiz me prometer que nunca se apaixonaria por mim, não queria envolvimento, tinha acabado de sair de um relacionamento de uma década e o mix de sentimentos dentro da minha alma me deixava confusa) consegui manter a promessa por um tempo, mas me vi novamente capaz de amar.
Beijei bocas, mas nunca me deixei envolver. Sobre relacionamentos sérios, acho muito mais práticos do que essa vida desenfreada da solteirice, mas admito que tenho medo de me doar de corpo e alma mais uma vez a um sentimento e ter ferimentos que não são visíveis aos olhos, mas que tiram a alegria do meu olhar.
Me deixei mais uma vez me envolver não sei como, não sei por onde. Não é o cara mais lindo do mundo,  o mais  inteligente ou o mais rico. Em algum momento, assistindo-o no cotidiano de sua rotina achei que poderia encontrar nele algo que perdi no caminho. Eu achei, mas ele não. Sentimento é uma coisa esquisita.
Sei, só de olhar, meio que por instinto, que sou vista apenas com carinho de uma bela e doce amizade e que não passará disso. (O que já é muito bom! Amizades verdadeiras são sempre bem-vindas!)
Um abraço caloroso passa tanto significado pra gente. Sei que se fosse amor correria até mim e não daria um abraço, mas talvez um beijo ou uma palavra que sinalizasse alguma coisa, me lembro dos tempos que amei até doer, das visitas no meio da semana que simplesmente me sufocavam de alegria. Eu sei o que é se sentir amada, mesmo sabendo que esse sentimento virou outro.
A gente aprende até a bloquear o sentimento para então poder voltar a respirar, voltar a viver e voltar a achar o foco. Ainda não sei onde está o foco, não consigo achar em mim a melhor e mais responsável profissional por falta dele.
O sentimento tem dessas coisas, não mexem só com parte da gente, mas mexem com o nosso todo.
O que aprendi com esse sentimento é que mesmo fazendo essa promessa maluca, que eu posso sim voltar a amar e eu sou grata a você por isso!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O pulo

Tanta coisa na cabeça ao mesmo tempo que não consigo distinguir quem eu era, do que eu sou e do que ainda vou ser. Me perdi no paraíso dos sonhos e nem sei mais quem eu sou!
Me deixei perder e vou ter que arcar com as consequências do meu ato.
O que amo, amo de verdade?
O que me tornei, sou de verdade?
Como redescobrir quem eu sou?
São tantas perguntas que tem simplesmente um nó na minha cabeça que não sei como desarmar.
Será que me arrependi e não percebi?

Respira
Respira
Respira

Todo ato tem uma consequência e foca

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

O mundo muda o tempo todo

E eu que pensei que seria a dama de ferro e esqueceria dos problemas e de como é estar vinculado a outro. Eu que pensei que seria fácil, que seria triste e que seria como seria.
Se eu quisesse apenas jogar palavras ao vento seria como eu quisesse. Jogar palavras é mais fácil do que viver

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Saudade

Quem não tem saudade do passado, de um sorriso que já viu, um carinho ou uma voz.
Os tempos de chuva são esquisitos, trazem de dentro do coração umas coisas guardadas e esquecidas.
Eu nem sempre fui como sou hoje, vim mudando com o tempo, ficando mais maluca do que o normal. Mas a essência sempre foi essa aqui mesmo. Eu tinha um equilíbrio  querendo ou não, e a rotina me ajudou a ser bem melhor.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Festa do congo em Itamogi

Os encantos que Itamogi-MG não são apenas o carinho por conta das lembranças infantis da minha mãe ou o afeto incondicional que eu tenho pela cidade por conta do meu avô José Leonel.
Itamogi tem sua história envolvente, suas personalidades fortes que dominam até hoje as lendas urbanas e os contos nas vastas fazendas de café da região, mas principalmente por sua cultura forte.
Há muito tempo estava tentando ir para a cidade a fim de participar da Congada, festa folclórica que temos em muitas cidades da região. Em Itamogi, como todas as festas da cidade, o trajeto ocorre em volta da Igreja Matriz.
A congada começa no dia 26 e termina em 30 de dezembro. A Prefeitura oferece uma janta mais que especial, no cardápio: arroz, feijão, carne moída com batata e macarrão.
Não sei os motivos, o tempero ou se o sabor é dado por meio a confraternização e muito trabalho dos envolvidos, mas tem um sabor especial. Você pode ter comido nos melhores restaurantes franceses, ter experimentado o sabor da mais alta gastronomia que com certeza não vai chegar ao prazer que a janta do congo pode te dar. Comi uma pratada digna de quem trabalha na roça, quem me conhece sabe que eu costumo comer pouco. Antes, para abrir o apetite, comi uma pamonha salgada que a querida prima Lidy me deu.
De noite na praça fiquei assistindo a magia dos grupos de congo, com seus tambores, cores e bandeiras, assim como os grupos de moçambique e sua cantoria instigante.
Tenha a fé que tiver, acredite em Deus ou não. Acho que todo mundo tinha que participar de uma festa dessa. Rica em cultura e principalmente de união, pois a cidade se mobiliza quase que em 100% para agradar aos turistas e aos munícipes. É simplesmente a coisa  mais linda que pode se assistir.
Vi tudo aquilo na praça com os olhos marejados, com não pensar e imaginar o grande e querido José Leonel no meio da cantoria, buscando cerveja, conversando e fazendo farra. Senti ele perto de mim nos dias em que passei por lá e tenho certeza, onde quer que esteja nos últimos 26 anos, ele ficou feliz por mim que mesmo sozinha peguei o carro e desbravei alguns poucos quilômetros e um pedágio para ver essa festa maravilhosa.
Eu tenho a sorte de poucos de ter uma família que aos trancos e barrancos, com a proximidade ou distância, todos se amarem ao seu modo e estilo de vida.
Claro que a festa não é nada comparada com os momentos que fiquei com os meus primos, muitos que estou tendo a oportunidade de conviver mais agora por conta das minhas loucuras de "estou indo para Itamogi."


Rei e Rainha do Congo Foto: Luiza Pellicani

moçambique

Congada




quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Quem sou, Para onde vou?

Qual o motivo do cosmo conspirar para me obrigar a parar e a pensar na vida? Toda vez é assim?
Afinal, o que você quer? O que você deseja? O que você precisa?
Essas questões não saem da minha cabeça.
Estou perdida no tempo, perdida nos meus anseios, perdida em minhas próprias descobertas!
Afinal, o que eu realmente preciso?
Devo continuar no jornalismo, devo procurar outra coisa?
O que quero da minha vida?
Assim que definir!!!! te aviso

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Retrospectiva 2012


Infelizmente não nasci com o mesmo lirismo de alguns colegas pelo qual nutro um sentimento de inveja saudável. Meu texto não é brilhante como o de qualquer Veríssimo, aliás, até Paulo Coelho parece fascinante perto de qualquer coisa que eu tente redigir.
Acontece que os 360 e poucos dias foram vividos por mim. Eu fiz os acertos, eu fiz as burradas e eu que me debulhei em lágrimas rezando para que não só o calendário Maia estivesse certo, como que ele fosse antecipado.
Não é novidade que eu falo pelo cotovelo, dou margem para que os outros achem que sabem qualquer coisa que se passe pela minha cabeça, mas devo dizer: essa casca que você vê as coisas que eu falo no que você acredita. Pode ter certeza, não é a minha real essência.
Eu me protegi de mim mesma criando uma falsa Luiza, aquela que não liga para nada, principalmente sobre o que você pensa aquela que tem medo de amar. Tudo isso é uma proteção por causa de tudo o que o ano de 2012 representou para mim.
Você já perdeu um amor. Um grande amor ao qual você dedicou sua alma. Pois bem, eu pedir. Lutei por ele durante tanto tempo que acabei me esquecendo de quem eu era. Ainda sinto falta desse amor, afinal ele será único mesmo que eu encontre um novo amor, uma nova paixão.
Sorte que somos como Fênix. Matamos um sentimento para ressurgir ainda mais forte e mais bonito.
Fiz amigos queridos, me reaproximei de alguns antigos. Conheci pessoas, colegas, amigos e aqueles que eu quero levar para toda a minha eternidade no meu coração.
Ingeri álcool até esquecer todos os problemas, fiz isso mesmo. Dancei a noite inteira, como se ninguém estivesse a minha volta. De vestido de "nigth", como dizem no Rio de Janeiro, dancei até o chão.
Encontrei amores infantis, adolescentes, aqueles que talvez nunca saíssem do papel. Paixonites incontáveis.
Chorei por conta de um amor não correspondido no colo de amigos-irmãos.
Quebrei o pé, me senti impotente por conta disso, chorei no colo da minha mãe sabendo que o pior ainda estava por vir. Mesmo assim, no dia eu ri horrores e tenho três seres que riram comigo até perder o fôlego.
Fui demitida... Na semana que antecedeu a demissão meu anjo da guarda particular me alertou. Sofri como sofri.
Durante uma semana fiquei olhando o meu pequeno apartamento onde vivi durante quase dois anos. Relembrei cada travessura, cada olhar apaixonado, os primeiros dias por lá, os domingos de milho verde, o drama que nem Nelson Rodrigues ousou imaginar com direito a assassinato de urso de pelúcia.Um caos, mas minha história!
Um dos momentos mais marcantes foi quando reuni os queridos da Tribuna Impressa no meu bar amado o Krakatoa para a primeira de uma série de despedidas. Alegria, alegria e alegria. Será que eu tenho algum problema de ver a felicidade numa grande tristeza.
Dois meses procurando emprego, perturbando Deus e o mundo e arrumei um trabalho, em Ribeirão Preto onde voltei a ser feliz.
Dezembro me trouxe na lembrança certa reunião no Gauchopp, onde mesmo antes que o meu relacionamento terminasse me vi sozinha, infeliz, mas sabendo que poderia contar com o abraço de pessoas que certamente o tempo vai afastar de mim, mas que me preencheram de uma certeza tão forte que acabou com as minhas dúvidas e me ajudou a decidir. Aquele dia foi decisivo, mas mesmo assim eu lutei pra caramba pelo relacionamento que eu acreditava.
Sei que 2013 será um ano demais desafios, quem sabe um novo amor? Não sei ainda o que esperar dele. Quero continuar crescendo, aprendendo, amando e principalmente fazer o que acredito sem sofrer.
Obrigada 2012, por cada dia, minuto, segundo. Por cada decisão certa ou errada que tomei. Pelos arrependimentos, medos, delírios, bebedeiras, burradas, amores, amigos, mudanças.
Não vou me delongar mais, senão ninguém lê.

PS: Resoluções para 2013 fica para outro post

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Brincando de fazer gif





sexta-feira, 14 de setembro de 2012

amor e flores

Semeei meu amor eu um pequeno vaso, onde quase que sozinha pude vê-lo crescer e dar alguns poucos frutos.

O vaso, que antes parecia grande e cheio de nutrientes para seu crescimento, foi ao pouco se tornando sufocante. Minhas raízes, antes profunda e bem segura, aos poucos foi diminuindo meio que ressabiado.

Quanto mais o vento soprava, mais minha raiz diminuía. Achei amores plantados em vasos individuais e em vasos de conjunto, vi pessoas que plantava seu amor em muitos vasos e acabavam por não saber onde estavam, parecendo amores sem rumo.

Agora, meu amor não tem vaso, não tem foco, não tem chão. A procura de uma terra fértil que possa trazer seguranças e apagar os rastros das incertezas.

Não, não quero mais um vaso, quero apenas uma mão que segure a semente da minha paixão, um regador de esperança e carinho.


sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Não somos máquinas

Aqui dentro mora sim um coração.

Não posso ser 100% do meu dia a mesma pessoa, considerando que eu sou de gêmeos, um pedido desses é quase impossível.

O ser humano tem os seus altos e baixos, seus melhores anos, seus piores anos.

A fase atual é de transição, de aprender quem eu sou, retomar o foco.

A tarefa não é das mais fáceis, nem das mais bonitas.

Aprender é muito complicado. Temos que deixar o orgulho de lado, e aprender a levantar a cada queda.

Me derrube e eu levantarei.

Claro que é sempre mais fácil quando temos uma mão para nos ajudar e apoiar. O gesto é simples, mas não vem sempre, é complicado.

Não somos máquinas, não sou máquina, não quero ser máquina... eu tenho emoções, amores, imaturidades e maturidade. Eu não estou apenas esperando o futuro, eu faço o presente.

Sou apenas uma pluma no ar, se o vento do norte achar que devo voar em outros ares e desbravar novas cascatas, quem sou eu para discordar?