terça-feira, 30 de junho de 2015

Eu me dei

Doei meu amor, meu tempo, meu carinho, meu desapego, a minha carne, pensamento, cheiro, toque, suspiro.
Entreguei de bandeja e fui combalida, chamada de Geni, meretriz, rameira.
Doei o que era meu, sem pedir mais ou menos tempo.
Dei o que não precisava pedir autorização.
Dei e fui taxada pelo simples fato de ser mulher, se tivesse nascido para receber a doação estaria agora sentindo os abraços e as felicitações de todos os amigos.
Doei o que era meu, de cabeça limpa, coração leve e nada de alma confusa. Foi no meu momento, com quem eu quis e dizendo sim.
Muito mais do que qualquer coisa, eu me doei pro mundo, para que ele fizesse o que quisesse de mim. Esse homem insano, que me leva pra lá e pra cá e me faz conhecer não só a mim mesma mais aos outros doadores malucos do mundo.
Doei tudo o que eu quis doar. Doei, pois eu quis. Doei, pra ser feliz e quem sabe um dia pode voltar.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Dancei sozinha e sorri sem muito esforço

Um zilhão de pessoas a sua volta, olhos fechados, música em todo o corpo que move-se como quer. O corpo pula quando pede, abre os olhos quando quer, mas está lá só sentindo a música. O resto é apenas resto e nada mais importa.
Não tive medo de olhares e me senti protegida. Naquele momento não precisei de ninguém segurando a minha mão.
Quanto você aprende sobre você quando está sozinha? Aprende que não tem tanta coragem caso não seja para causar emoção no grupo, se vê recatada, distraída, se vê feliz sem os olhares que dizem não julgar, mas julgam.
Você tem medo de ficar sozinho? Eu não tenho. Sozinha o riso é louco, o processo é no meu ritmo e as conquistas mais silenciosas.Não há olhares de aprovação ou não!
Sábado eu fui eu por eu no meio de gente bonita, feliz. Fui feliz sozinha e em grupo. No sábado eu fui feliz, muitoooooooo feliz. Fiz minhas escolhas e as escolhas que fiz, são só minhas!

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Um espaço em branco no coração

Difícil explicar esse momento em palavras, deixe de acreditar em tanta coisa, mudei tantos conceitos. Já tive tantos momentos, já liguei o foda-se para tanta coisa e me deixei ser criticada por ter opinião forte.
Amei até doer, sangrar a alma, ter meu ego ferido. Mas uma pergunta recentemente me surpreendeu? "O que você amava tanto no seu ex?"
Juro, não soube explicar de bate pronto. Fiquei dias pensando sobre isso, foram tantos anos de relacionamento, um sentimento que só consegui me livrar há pouco tempo. Analisei todos os momentos bons, remoí o término, pensei com saudade, ódio, amor, carinho, medo. Depois me dei conta, amei todos os momentos. Dos dias reunidos com os amigos, aos filmes de domingo embaixo do edredon.
Refletir não me fez mudar de opinião sobre ter um relacionamento nesse momento. Sim no final do mês farei 30 anos, deveria pensar em alguém para casar, ter filhos e assim constituir uma família. Mas isso já não me preenche.
Não que eu não queira ou não tenha vontade, mas quem sabe um dia.
Hoje eu quero o amor pelo amor e nada mais.
Ainda não consigo entender os julgamentos anexados e taxativos sobre pessoas livres. Se um cara tem três garotas ele é um garanhão. Para ele é permitido usá-las e enganá-las como quiser. Se uma garota faz o mesmo ela é uma vadia.
Ou se ao invés de sair com três ou mais caras ela apenas decidir que não quer um relacionamento sério, mas quer sair com apenas um cara, sem se importar se ele sai com outras. Ela também é considerada uma vadia.
Acho muito louca essa sociedade que julga. Eu decidi deixar um espaço vazio no meu coração, não por não ter a habilidade de amar, mas por amar demais e ter me machucado muito.
Deixei um espaço vazio, pois quando eu conheço um cara eu quero consertar sua vida, diminuir seus problemas, ser seus ouvidos nos momentos difíceis.
Mando mensagens ao celular ao acordar, mando recados estúpidos por emails. Escrevo textos gigantes sobre cada momento em diários que vivem jogados no meu carro, quarto ou armários.
Não é fácil a decisão de guarda um sentimento pra você. Guardar um sorriso quando recebe uma mensagem de alguém que gostamos muitas vezes com uma única palavra: saudade. Ou uma promessa: estou indo pra Campinas.
Sim, meu coração ainda fica ofegante com um nome ou dois.
Mas nesse momento, poucos dias dos 30, sigo pensando, onde está a pessoa que vai me mandar emails estúpidos, o escritor de textos em diários escondidos, sentimentos mais confusos que os meus.
Queria já tê-lo em minha vida, queria que ele tivesse um nome específico. Queria, queria e queria, mas acontece que não é o momento.
Agora é momento de gritar alto, se lixar para a minha reputação na boca alheia e continuar pensando em mim. Se tudo o que eu faço um dia me perturbar aí sim terá minha atenção, aí sim eu vou parar.
Enquanto isso vivo o meu amor platônico seguro. Onde os desapontamentos estão em todos os caminhos, mas são menos palpáveis e doloridos.
Vivo no platonismo da realidade de poucos minutos, algumas poucas horas, muitos sorrisos e muito conforto. Um nome que me faz sorrir e mesmo assim me deixa um espaço em branco. No momento certo, pode ter certeza, vou escrever o seu nome, mas agora, estou dando a mínima para relacionamentos.



quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Vontade loca de escrever

De tempos em tempos me dá essa vontade louca de escrever sobre tudo qualquer Coisa. Vai crescendo e crescendo e vou escrevendo textos gigantes no facebook que ninguém vai ler.
Acontece que tem um nó no mei coração e na minha cabeça com coisas mirabolantes do que podem acontecer, do que acontecem, tudo ao mesmo tempo e em um looping constante.
Encontro a alegria em pequenas coisas, em repostas de mensagens, e lembranças me levando para mundos onde os problemas desaparecem e apenas sorrisos e olhares inebriantes enchem a alma.
Os planos deveriam ser sempre como imaginamos e não essa coisa maluca da realidade. Pelos meus planos não estaria aqui, não estaria lá, mas em todos os lugares e lugar nenhum. Paixões de uma noite durariam a vida inteira e a única coisa a ser levados a diante seriam os sorrisos.
Eu sorrio todo dia. Vendo o cachorro. O casal na rua. O tiozinho saindo com os pães na padaria, eu me stresso o tempo todo, com a mensagem não respondida, com o carro que bate depois de u a fechada e atrapalha os meus planos, com a falta de um amor e o tempo e o vento inquietantes que parecem sempre afastar quem eu quero mais perto.
Esses são pensamentos jogados em linhas, e palavras. A falta de sentido, faz o sentido ser o todo.
As palavras me fazem fechar a timeline das séries, deixar o livro do lado e ignorar as notícias da tv.
A vontade de tirar tudo de dentro da alma dá significado para as coisas, mas mesmo assim acabo não escrevendo tudo o que quero e preciso dando a sensação de que além de esconer as coisas para as letras quero esconder de mim.
Qual motivo nos levam a ser tão mentirosos com nossos sentimentos, o que esses juízes da sociedade fazem com a gente. Sim juízes, são eles que ditam não ame assim, saia curta demais alerta, felicidade edmais alerta, planos demais alerta, esse cara só quer transar com você, não corra muito atrás, não diga o que sinta, não sinta o que sente. Campinas pra que ir pra lá, fique em Ribeirão Preto, case, tenha filhos, não saia todas as noites, não escreva matérias assim, matérias negativas que vendem jornal, eles não fazem mais que a obrigação, virou assessora de imprensa deles, você naão serve para essa editoria, você não deveria ser jornalistz.
Por isso é mais fácil mentir por qualquer coisa, a verdade é desabilitada e desacreditada por nós todos os dias. Afinal, pra que serve a verdade? Ela magoa, não infla egos, não enche contas bancárias, não arrumam namorados.
De pequenas mentiras e inverdades somos obrigados a viver e vive de restos estagnado nos luxos dessa sociedade alcatraz que fazem do pouco tempo de terra serem infundos e inoportunos,
Meu deus quanta merda para uma pessoa só, mas são essas questões que me tiram o sono, acabam com os meus sonhos.
Ainda não descobri o que tem mais de gostos do que ir apertando as letrinhas do teclado e ir tirando tudo o que se passa na minha cabeça e ver formando textos incoerentes sem começo, meio e fim, sem preocupação se a sematica está certa, se é isso mesmo que poderia ser usado para descrevr, sem pensar se as palavras estão sendo escritas de acordo co  o Aurélio e sem pensar se alguém vai ler.
Ainda tem muita merda nessa caxola, mas parti

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Palavras apaixonantes

Tudo para ser mais um dia, mas nem sabia o que representaria aquele momento. Despediu-se do luxo dos eventos rechados de pessoas com falsa classe e sem argumentos próprios, apenas  contextualizada com opiniões comprada de um site qualquer ou redes sociais.  A procura era por um bom bate-papo, bons momentos com os amigos e com a irmã.
Foi por acaso, entre uma discussão e outra sobre um assunto qualquer que o interesse foi despertado, em tudo parecia haver sentido dos lábios que profanavam sabias palavras, ou seria apenas a luz interna e aquela face translucida de enloquencia sabedoria a fazer tudo ter sentido? Não sabia, não sabe e talvez nem irá saber!
A única coisa que entendia era a necessidade de ouvir mais, enebriar-se de cada palavra sendo conduzida a um universo onde nada fazia sentido e apenas os lábios se moviam. Fascinada só queria mais e mais.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Sorriso vago

Um sorriso misterioso que te deixa com vontade de aprofundar em sua vida, saber seu sonhos e partilhar as desavenças da vida. Daqueles que te levam a divagar sobre os sonhos.
Mesmo que não sejam só para mim, me levou para um caminho único e sem volta da admiração.
Aquele sorriso, vago e cheio de história, me deixou com vontade de fazer as minhas. Me lembro que eu também tenho meus sonhos e que não preciso apenas viver o dia-a-dia deixando para traz todos os meus sonhos.
Como pouca coisa faz tantas dúvidas acabarem, todos os projetos serem reacendidos.
Que poder tem certas pessoas que passam pela nossa vida. Que força nos dão. Que lição de vida.
Foi como um flash em um registro fotográfico. Iluminou o que estava na penumbra e acabou me lembrando quem eu era no meio da escuridão do medo de não ter um alguém do meu lado.
Com suas histórias, recheadas em sorrisos, me lembrou que o que mais preciso eu já tenho e não existe necessidade de mais nada. O que vier depois do que já tenho será um complemento. O sorriso vago somou, fez sua história e cumpriu a promessa que silenciosamente fiz a mim mesma: ser feliz.
Baixinho, entre um sorriso e outro, disse que tinha medo de me machucar. Aprendi com o tempo que apenas eu me machuco. De sorrisos misteriosos em sorrisos misteriosos cativou minha admiração e estará para sempre guardado com muito amor dentro do coração!

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Uma simples busca no google

Um dia pelo tédio ou pela saudade talvez busque meu nome no google descobrindo minhas reportagens, emails antigos em grupos, um post no twitter, uma foto ou outra do facebook, o perfil no linkedin, talvez chegue no meu blog.
Se tiver paciência, sei que não tem, lerá alguns dos meus textos. Me julgarás como uma menina boba, apaixonada, fútil, frívola, sei lá. Talvez caia nesse texto e tente imaginar o que se passou na minha cabeça nesse momento.
Admito, busquei seu nome. Como faço com todo mundo! Pesquisa é uma das premissas do jornalismo querido! Li tanta coisa!
Sim eu disse adeus e vc não reparou. Sentada na cozinha, com cara de cachorro que caiu da mudança ouvi que nos veríamos de novo. Dentro da minha alma sabia que as palavras foram jogadas ao vento. Sabia que ia ser a última vez, mas achei melhor guardar só para mim!
Meu sexto sentido já tinha me alertado, mas mesmo assim quis me envolver. Como você mesmo disse: "a gente se envolve, mesmo quando teima em dizer que não quer." Até hoje não compreendo as palavras.
Realmente achei no começo que talvez, no meio daquele pântano em que havia jogado meu coração ele estivesse protegido, mas do seu jeito, sem querer, resgatou ele. Pisou em cima e jogou de volta.
Sei que não foi sua intenção. Que faz parte do seu ser e tudo mais.
Mas disse Adeus e vc não reparou! Quando reparar, quem sabe? quem viu? quem quer ver?
De volta pro pântano!

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Para a Ariane

O último reflexo das minhas queixas infantis. Meus momentos mais sutis. Meus medos compartilhados nas madrugadas. No peito um medo quase incompreensível que chega a me deixar catatônica em alguns momentos.
Não, não vai ser para sempre. Quando a saudade apertar o telefone estará lá à disposição a qualquer emergência. Eu tenho muito medo das mudanças. Confesso sou displicente em cuidar de família. Relapsa em comunicar minhas noitadas, os horários dos meus retornos e dos meus problemas mais simples como colocar minhas roupas para lavar. Mas sempre tive vocês para me alertar desse pequeno grande problema.
Mas querendo ou não, mesmo quando eu me vi a apenas 90 kms de distância era fácil me ver envolta das minhas irmãs para me repreender ou consolar.
Agora a situação é diferente. Você quem está de partida e como disse seria muito egoísmo tratar uma coisa tão boa como uma tragédia grega, romana, alienígena, sei lá mais quais formas. Mas sou assim. Não dou valor ao que está perto, mas sim quando está longe, fazer o que. Questão de personalidade com gosto duvidoso.
Amo-lhe e quero seu bem. Seu sucesso percorrerá os trópicos e eu terei prazer em reportar cada conquista sua para qualquer estranho ou conhecido caminhando distraidamente ao meu lado.
Difícil, mas confesso que sentirei sua falta. Do afago e das broncas. Das brigas e dos muitos momentos compartilhados. O sucesso está a sua porta e ele não costuma tocar a campainha duas vezes. Então abra a porta imediatamente.

Que a distância nos fortaleça aumentando a cada dia o amor que eu sinto por você e me deixe um pouco mais presente de certa forma.
Mesmo prometendo não dar uma de drama queen vejo meu coração com um um mix de orgulho, tristeza e na cabeça estou fazendo as contas para a próxima viagem para lhe visitar e planos para gandaiar na sua próxima city!

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Um feliz ano novo pra você!

Entre os dias 31 de dezembro e 1º de janeiro muita gente para para fazer listas do desejos, novas condutas, novas metas. Eu nunca acreditei muito nisso. Deixo sempre as minhas divagações para o meu 31 pessoal. O de maio. Data que vim ao mundo.
Esse ano, sem querer, mas querendo me fechei em minha concha, refleti sobre os meus 28 anos de vida. O que deu certo, o que deu errado. A minha ânsia imediata para que tudo saia dos planos imediatas que por fim são quase que eu autosabotagem.
Pensei, pensei, pensei e o medo me consumiu. Me afastei, me fechei e sofri com as loucuras que passam nas cabeças das mentes insanas.
Me aconcheguei em abraços protetores e depois fui ficando tristinha e com medo de nunca mais tê-los envolvendo meu corpo, me protegendo e me deixando sentir mais especial! Noiei, enlouqueci em silêncio, meu estômago revirou.
Pensei em trabalho, nos meus desejos e sonhos que parecem que nunca vão se concretizar e noiei, enlouqueci em silêncio, meu estômago revirou.
Pensei em família, nas mudanças, no pai que viaja e volta, na mãe que está sempre lá por mim, na irmã indo pra outro Estado, na outra em outra cidade, o outro lá longe na faculdade e noiei, enlouqueci em silêncio, meu estômago revirou.
Antes de dormir, ontem, coloquei nas mãos dos sábios, dos deuses, do tempo e do destino todas as noias e hoje no colo macio da certeza de quem realmente me ama ouvi os puxões de orelha, os conselhos, a voz macia. E aí gritei a minha noia, destranquei minhas dúvidas, desrevirei meu estômago, li um email delicado e muito fofo e voltei a ser eu!
Por quanto tempo? não sei... Mas um feliz ano novo pra mim e pra você

sábado, 24 de maio de 2014

Ansiedade

E no meio de um turbilhão de emoções encontrei um tempo para me centrar. Me dei liberdade por suspirar por apenas um nome. Inebriar-me com o dia-a-dia de muito trabalho. Sorrir quando se tem vontade de chorar.
Perdi noites inteiras relembrando pequenos gestos, toques e sorrisos.
Me perguntando se agora era a hora ou não de mergulhar e me deixar afogar pela pequena paixonite que está querendo nascer.
Não sei se deixo, se apenas deixo florescer e corto-lhe quando o botão for desabrochar ou deixo no jardim até que de repente morra.
Estarei eu nos seus planos, nos seus caminhos.
Em ti só vejo o sucesso, as conquistas e certezas. Será que tem um espacinho para mim nesse seu cotidiano atribulado.
Se entre um plantão e outro eu invado a sua lembrança, assim como você faz na minha rotina de trabalho?
Ansiedade que me toma a alma!
Ansiedade de ver seu sorriso!
Ansiedade de me aninhar no seu abraço!

Será que com você também é assim?

Ansiedade de saber isso também, mas quem sou eu para perguntar, né! Nada!

segunda-feira, 19 de maio de 2014

O que você quer de mim?

Tá eu sou um bicho confuso! Tem dias que acordo na norma culta outros dias forma mais escrachada da vida.
Há dias que quero flores, outros que provavelmente as jogarei no lixo quando o feminismo ridículo que vive dentro de cada mulher falar mais alto.
Dias que uma mensagem me derrete e outras que mensagens no mesmo sentido causam confusão sentimental.
Tem dias que quero ele só para mim, já outros desejo que ele descubra o mundo, mas que volte.
Do outro lado, a vários kms de mim não sei o que se passa naquela cabeça que carrega tantos cachinhos pendurados.
Tento entender do dia a dia, mas nossas conversas são vagas e pautadas em momentos que vivemos e vamos viver.
Sim eu não queria me envolver, mas acontece que quando acho que estou mandando em mim, não consigo mais. A grama ao lado não está tão verde e tudo parece empalecido sem notícias daquele ser. Estou lutando contra isso, é sempre mais fácil. Quando acho que estou conseguindo, vem uma mensagem fofinha, ou aquela sms não quero te deixar no vácuo ou outra caliente, e tudo vai por água abaixo.
Que bosta de vida, que bosta gostar de alguém com o mesmo perfil complicado que eu. Mas se nem eu sei o que quero, como vou saber o que quer de mim?

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Luiza, o que você está querendo?

A Luiza é um mar de dúvidas, ela ainda não sabe o que precisa , não sabe o que quer, mas adora mensaginhas pela manhã!

Os sorrisos são completados com migalhas de atenção

Será que eu realmente preciso dessas migalhinhas?

O pensamento fica o dia todo lá. Hora no trabalho, hora em outro lugar!

Não sei se precisa de mim apenas para as mensagens safadinhas, as de preocupação e as de lembranças.

E seu eu desaparecesse completamente das sms´s, lembraria de mim?

Sei, postagens positivas e apaixonadinhas são as mais fáceis de escrever do que as de dúvidas. Eu não quero um rótulo ou uma obrigação, quero alguém que acorde também pensando em mim e compartilhe esses momentos comigo

Mas se relacionar com outras Luiza´s não é fácil, a gente sabe o que tá rolando e percebe... aí mais gente

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Acordar de um jeito bom

Dedinhos percorrendo insistentemente meu corpo exigindo o despertar. Ainda confabulando com o sono, brigava com a mente: "Me dê mais cinco minutos, pai."
No dia anterior havia brigado, brincando, que ele me abandonará por dois dias seguidos pela manhã. Por conta disso fui obrigada a tomar café da máquina na pressa inoportuna das manhãs. Ele rirá, como sempre faz quando o incomodo com minhas queixas infantis.
Hoje, tudo o que desejará era algum tempo a mais de sono. Depois de dias, voltei a dormir no meu quarto já que pesadelos me consumiam e o mais indicado era causar transtornos à Ariane, fazendo-a dividir a cama e o quarto comigo.
Mais cinco minutinhos, pensa, mas os dedinhos não parava. Na ponta da língua estava o famigerado "pai, já estou grandinha e sei dos meus compromissos, me deixe", no mau humor que tomava tentava invadir o despertar obrigado.
A ação foi interrompida por uma voz que não ouvia há tempos. "Não sabia que eu vinha pra cá?".
O coração entrou em turbilhão! O sorriso tomou conta da face e o despertar outrora obrigado acabou por ser cheio de emoção. Depois de algum tempo acordando com a Ariane, me vi sendo acordada pela Aline. A outra parte. De surpresa.
A alegria percorreu a alma e me acordou! Pulei da cama, beijei, abracei, ri, abracei de novo. Na eloquência da saudade. Se algum desconhecido visse a cena acharia que havia eternidade que não a via, mas foram apenas poucos dias afastadas.
A minha alma tem esse aspecto carente e saudades imediatas.
A minha birrinha infantil com o pai no dia anterior deve ter surtido efeito. Ou pode ter sido o efeito Aline, mesmo. Só sei que depois do afago e de apertá-la por alguns minutos os cheiros e sabores do café já invadiam a casa. Só faltava a nossa presença a mesa.
Com visita boa até a madame do sono, a Loirão, resolveu acordar. Antes também nos acomodamos na cama dela e perdemos algum tempo divagando sobre o cotidiano, o futuro e salpicando um pouco do passado.
Café tomado, abraços abraçados, foi hora de caminhar para a rotina. Mas com a sensação na alma que tive o prazer de acordar de um jeito bom.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Sai da minha cabeça, faz favor?

Eu fui pensando na brincadeira, afinal sempre é assim! A louca de pedra gosta de brincar de sentimentos e sensações. Percebi que estava surgindo um flerte, confirmado por uma conversa curta: "Meu amigo tem alguma chance com você", seguida de outra resposta curta: "Claro".
O que me atraiu foi a criatividade no papo, um ar intelectual arteiro que convivo muito bem. Meu irmão tem uma aure assim. E pessoas assim são divertidas, me fazem rir, pensar, me estimulam e me levam a sonhar.
Primeiro a ânsia do primeiro beijo, sai de perto da família, puxa no canto, duas ou três palavras que nunca lembrarei e o coração na boca, quase que querendo sair e ir para outro lugar. Talvez se esconder e ficar protegido.
Não sei explicar quando a química bate. Foi aquela sensação de estou me sentido bem, de línguas cruzando caminhos desconhecidos e se descobrindo. Uma explosão de sabores, sentimentos, vontade de quero mais e aquele pedido para Deus que a pressa do relógio desapressasse um pouquinho.
Coisa boba de se pensar durante um beijo com um desconhecido.
Mas a alma acalmou, difícil encontrar alguém que faça o meu tornado interno querer sossegar por um minuto e parar de destruir toda a paisagem em volta.
Mas a noite acabou, com a certeza de um novo beijo no dia seguinte, que emendou-se no mesmo mar de sensações. Primeiro sentindo o terreno, vendo se ainda era propriedade minha e depois deixando-me naufragar no mar de encantos que nem sei listar, mas sei que existem por lá.
Sei, parece coisa de menina. Mas eu sou uma menina. Com a diferença que eu tenho a loucura de tirar tudo da minha cabeça e escrever para ver se eu paro de pensar nisso.
Desde o começo foi tudo tão perfeito, poucas semanas de muita alegria, mas uma distância que parece ser o novo encalço da minha vida. Quais os motivos que os anjos não me deixam ver estrelinhas quando conheço alguém que more mais perto de mim? O que eu preciso aprender tentando conhecer uma pessoa que mora tão tão tão distante que deve morar no reino da  princesa Fiona e seu amado Shrek?
Não sei, a única coisa que sei é que vou morrendo de agonia a cada mensagem que não chega, de alegria a cada mensagem que chega e incertezas a cada tempo que passo.
Queria mesmo é aquela loucura que rege a mente feminina, que nem mesmo eu com cujos amigos dizem ter um certo que de masculino no pensamento consegue mudar. O desejo é só um de ficar perto daqueles cachinhos, dos óculos quadrados e dos olhos caídos até ver o que realmente pode dar. Louca, completamente maluca.
O meu eu masculino fica me gritando em alerta. "O maluca, desencana, volta pra night, volta pro fácil e esquece o difícil", enquanto o feminino grita do outro lado: "Não ouça, pule da ponte, aproveite cada momento, cada sentimento."
Nessa dualidade de pensamentos, fico no meio. Hora sonhando, hora lutando, hora sofrendo, hora querendo, hora desquerendo.
Mas chega uma hora que a única coisa que quero é que saia da minha cabeça, faz favor? No segundo seguinte, me recordo das alegrias tão boas e grito, volteeeeeeee!

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Meus passos

Queria acompanhar seus passos
Apagar seus rastros
Me perder em você!

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Com café e com afagos

"Todo dia ela faz tudo sempre igual
Me sacode às seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual"

A rotina pode ser massacrante ou fatigante, mas tem seus méritos de salpicar a alegrias. Ao acordar ainda sem forças de abrir os olhos, o primeiro despertar acontece ao ouvi-lo saindo da cama. O despertador que ainda teima em cantar aquela melodia de quem pediu quase em suplica dez ou 15 minutos a mais na cama.
Os olhos abrem, no celular a hora, 7h. Enquanto isso outros sons de despertar invadem a casa. Primeiro o chuveiro, minutos depois a cozinha começa a movimentar. Barulho de panelas, depois do fogo recebendo vida, a água na chaleira.
O levantar realmente acontece no primeiro cheiro do café. Um leve convite a sair da cama e sair do mundo de sonhos que a acompanhou durante a viagem noturna do descanso. Chuveiro. Agora é a sua vez.
Quando está pronta para levar o primeiro gole do líquido negro e despertador do café, já sente olhos alheios lhe instigando como será o seu dia. Sorri. Toca algumas palavras, olhares, não quer ir embora. A rua e a rotina a chamam.
Antes de partir uma gracinha. Lhe aperta as bochechas, cutucas os olhos e as entradas na sua teste provocada pelas falhar no cabelo.
Sorri e tem certeza de ter momento únicos só para ele e para ela! A consciência lhe dá a certeza. Quantos filhos, além de seus irmãos, têm essa sorte. De acompanhar a rotina de seu herói desde o despertar e ainda são agraciados com um café tão amoroso e cheio de afagos.
A sorte de poucos, com certeza



quinta-feira, 24 de abril de 2014

O tempo

A vida é um grande sei lá. Tenho as minhas dúvidas, os meus sonhos e os meus devaneios.
O tempo pde ser o grande aliado

Adeus

Deitada no sofá já se despedindo de momentos mágicos, querendo guardar cada segundo vivido dentro da mente, refletindo sobre tudo o que passou e os riscos que viverá ao se entregar daquele jeito e em tão poucos dias, não queria acreditar que poucos minutos subsequentes lhe separavam da realidade.
De tempos em tempos os olhares se cruzavam e o pensamento lhe consumia: "será que ele pensa a mesma coisa, acho que não?"
Na sua cabeça o pensamento era só um. Já viverá aquela expectativa de rever alguém que mora longe e depois de desenhar várias vezes os momentos posteriores de dias tão bons, nunca o reencontro era tão bom como os primeiros dias vividos. Apenas a loucura na sua cabeça era boa.
A memória de beijos salpicados entre uma conversa e outra ainda estava quente naquele momento enquanto deitada no sofá afagava-lhe as mãos. Tentava decorar seus traços enquanto o assistia divagar sobre o futuro, comentar um vídeo ou simplesmente rir de alguma coisa que os amigos lhe falavam.
Estava absorta em seus pensamentos terríveis de um adeus ou na falta de datas de um reencontro, enquanto assistia inerte toda aquela cena como espectadora do momento e nesse mesmo tempo se crucificando por escolhas que ainda seria obrigada a fazer e as quais ele sem saber a ajudará.
Foram poucos minutos deitada antes de entrar em um carro e tortuosamente remoer sobre a volta a rotina, sabendo que sofreria com a falta de seus beijos, do calor do seu corpo, e sabendo que a cada sms da operadora de celular lembraria dele.
Afinal, nos poucos dias juntos, poucas coisas ficaram de suspense para mensagens de saudades ou vontades que ainda não haviam sido concretizadas.
Levantar daquele aconchego foi extenuante. Sentiu que um pedaço de um sentimento, aquele que tanto podou para que não crescesse e invadisse a alma, ficará ali deitado para deixar parte sua ao seu lado.
No quarto, enquanto pegava o resto de suas coisas para a viagem de volta a surpresa de um bom um abraço e uma promessa: "Não se trata de um adeus, quero deixar claro!" Dentro de sua cabeça respondeu, "duvido"
Duvidará e continua duvidando. Apesar dos dias subsequentes terem sido regados de mensagens, sentia e sente que aos poucos tudo irá minguar. Insolentes os pensamentos que surrupiavam os toques no teclado que deveriam ser destinados a outros textos, mas que não paravam de lhe atormentar.
Mas ainda era atormentada pelo quanto daquele "não é adeus" deveria acreditar. Não ficaram datas, só ficaram sonhos e lembranças.
Depois destrinchando todos os momentos sabia que nada lhe havia prometido, a frase quero apenas a minha independência e outras pontuações que deixavam claros as vontades de falta de qualquer ato mais íntimos deixava apenas o óbvio. Aquele colo no sofá, o abraço surpresa dentro do quanto e o beijo antes de partir foram sim uma forma velada de dizer Adeus.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

maluquinha

Acordar e ver cachinhos amontoados do seu lado. Ouvir aquela respiração do sono sem fim. Ter vontade de tirar-lhe o sono só para envolver no meu abraço e sentir o sono saindo do corpo aos poucos e sem pressa.
Cutucar quando desejava o sono e eu o despertar. Sorrindo e sem a grosseria que podia acompanhar.
Futuro não sei, não quero saber.
Sabe quando passamos por dias tão gostosos e aconchegantes perto de uma pessoa que quando nos separamos a alegria teima em não sair da alma, parece estar costurado na alma como a sombra de Peter Pan foi costurado na sua sola pela meiga Wendy.
Tudo anda parecendo tão mágico, problemas antigos, novos parecem ter nenhuma importância assim que recebo a primeira mensagem do dia, a resposta dos emails inconsequentes.
Esse tipo de relacionamento que é o bom de ser ter na vida, aquele que te traz sorrisos, vontade de estar junto e pouca cobrança. Tá a incerteza incomoda, afinal o hoje pode estar gostoso, já que mesmo com a distância o intervalo do primeiro e segundo encontro foram de pouco mais de duas semanas.
Mas quem se importa com incertezas quando o que sente é uma alma levinha levinha?
Vim de uma fase difícil, de poucos sonhos, zero de mistérios, zero de perturbações de como seria o futuro se ficasse assim ou assado. Agora, está bem mais gostoso.
Graças aos cachinhos amontoados e os beijos silenciosos pela manhã ^^

terça-feira, 22 de abril de 2014

Balança

A dança das balanças é e pode ser uma coisa impressionante, migalhas podem fazê-la pender-se de um lado para o outro! Por hora é pesada tão demasiadamente que não consegue danças, não consegue fazer nada, só ficar em uma mesma posição.
Um certo óculos quadradinho cuja inteligência e um pouco de safadeza fizeram a minha balança ficar mais leve e voltar a dançar! Amo quando de tempos aparece alguém para me ludibriar, me mostrar outras faces, me rechear de sonhos e desejar a amar!